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Produção de veículos cresce 7,6% em maio, mas cai 9,5% no ano

Produção de veículos cresce 7,6% em maio, mas cai 9,5% no ano

A produção de veículos no Brasil cresceu 7,6% em maio, para 280.768 unidades, na comparação com abril. Em relação ao mesmo mês do ano passado, no entanto, o resultado representa queda de 7,7%.

Os números, divulgados nesta quarta-feira pela Anfavea (associação dos fabricantes) incluem carros, caminhões, utilitários e ônibus.

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No período entre janeiro e maio, a produção acumula 1.279.699 unidades, uma redução de 9,5% em relação aos primeiros cinco meses do ano passado.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou nesta quarta-feira sobre o desempenho econômico do país e citou o setor como exemplo. “A economia já está em uma rota de crescimento. As vendas do setor automotivo cresceram muito.”

As exportações de veículos tiveram uma forte em queda em maio. As vendas para o exterior totalizaram 26,7 mil unidades, um recuo de mais de 40%, tanto na comparação com abril como em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano, a queda nas exportações já chega a 12,3% em relação ao mesmo período de 2011.

As montadoras encerraram o período com 125.051 funcionários, com fechamento de 219 vagas em relação a abril. Levando-se em conta também os funcionários de fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava ao todo 145 mil pessoas em maio, com decréscimo de 200 vagas.

RETOMADA EM JUNHO

Em maio, as vendas de veículos esboçaram reação, com alta de 11,5% em relação a abril. O resultado, contundo, ainda representa uma queda de 9,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A expectativa é de uma retomada mais forte nas vendas para o mês de junho, quando as medidas de estímulo anunciadas pelo governo devem começar a aparecer nos números do setor.

“As vendas cresceram antes de entrarem as ações de estímulos”, disse o ministro. “Só na ultima semana de maio que houve redução de preços nos automóveis. Isso vai continuar em junho e, portanto, teremos maio e junho com taxas de crescimento muito maiores que em abril e no primeiro trimestre”.

EFEITO RETARDADO

Embora a desoneração para a compra de veículos tenha começado a valer já na última semana do mês passado, as vendas dos carros nas novas condições demoraram a ser contabilizadas.

Os carros que estavam no estoque tiveram de ser faturados de novo para adequação às mudanças. O trâmite entre reenvio de nota fiscal às montadoras aumentou o intervalo entre a data da venda e do emplacamento. Segundo a Fenabrave (associação das concessionárias), algumas marcas ainda estão terminando esse processo.

 

 

 

Folha

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