O Brasil é um país engraçado, até caricato quando identificamos traços jocosos na sua história recente ou longínqua. E aqui não vou tratar de situações históricas e “rebuscados”, como a dívida que Portugal tinha com a Inglaterra, quantitativo esse na casa de 3 milhões de libras esterlinas e que, nos alinhavos para a Nação tropical ser reconhecida como país livre e efetivo, “herdou” dos lusitanos o “passivo”, ficando nossa Pátria em débito com os ingleses. E aí nem preciso dizer como foi iniciada nossa dívida externa.

Pois bem, vamos em frente com a narração dos fatos, no mínimo, interessantes. Estudiosos descobriram que, apesar do quadro do paraibano Pedro Américo ser considerado o retrato fiel da bravura de D. Pedro, na verdade, a cena real foi menos glamorosa que a retratada.

Os cavalos da pintura, por exemplo, eram jumentos. Ainda havia mais problemas, digamos, técnicos no “exportar” o imaginário da cena. Devido o calor da região naquela época, é muito provável que os envolvidos não estivessem vestidos de forma tão elegante.

Em suma, Dom Pedro não estava vestido como um príncipe real e sim como um tropeiro. Ele também não montava um cavalo alazão, como a pintura mostra, e sim um animal de carga. A guarda de honra, que faz um semicírculo ao redor de Dom Pedro no quadro, não existia na época. Só simbolismo encomendado para retratar um “retrato” que nunca existiu.

E continuemos com as horas e minutos que antecederam nossa “gloriosa” independência. Mas espere, leitor! Caso esteja comendo algo ou sofra de estrumofobia – medo irracional e incompreensível de morrer enquanto defeca, pule esse parágrafo. Isso mesmo, é recomendado não ler. Mas se está tudo no seu devido controle, aqui está uma verdade, digamos, fétida.

As margens do Rio Ipiranga não foram escolhidas para a declaração da Independência do Brasil por ser um local especial e belo. Historiadores apontam que a comitiva, vinda de Santos, após uma parada na casa de uma amante de Dom Pedro, parou ali porque “Pedrinho” estava com diarreia.

Ele não aguentou e resolveu dizer a famosa frase “Independência ou morte!” após ir ao mato aliviar o que incomodava. Aqui um adendo: naquela época não existia o “Imosec”, medicamento destinado ao tratamento sintomático de diarreia aguda.

E assim são as reais histórias de uma independência parcial, cercada por violência, subornos, interesses pessoais da aristocracia brasileira e portuguesa em primeiro plano, e por aí segue a trilha de uma Nação concebida pelo defecar real. É por isso que figuras como Bolsonaro estão à frente do poder. Não poderia ser diferente.

Eliabe Castor
PB Agora

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