O clássico filme estadunidense “Tempos Modernos”, dirigido pelo lendário Charlie Chaplin, veio à telona em 1936. Nele, é posto ao público a luta entre homem e máquina numa linha de montagem acelerada e desconexa.

Parafusos voando para um lado, porcas para outro e muita, muita confusão num ambiente caótico que se assemelha ao Brasil atual. Um “Show de Truman” verde e amarelo envolvendo o Legislativo, Judiciário e Executivo.

Nesse embate titânico, nossa combalida Constituição é posta, quase todos os dias, de joelhos. Tudo em nome das “Luzes da Ribalta”. De um espectro de horror, no qual a espetacularização da mídia é o que mais importa.    

Ex-presidentes do país são colocados em cárcere sem memória, prisões ditas por muitos arbitrárias estão em voga, e uma Lava Jato expõe para o mundo imundices e fragilidades dos nossos governantes.

O jogo de vaidades ultrapassa a toga do Supremo, resvala no Congresso e recai no Executivo. Juízes de primeira instância e procuradores peitam a Corte superior; senadores e deputados legislam em causa própria, e um presidente da República utiliza o Twitter para expressar conceitos particulares, esquecendo seu papel de “estadista”.

 

O Brasil quase já não é laico, por estar vivendo de suspiros divinos de seres como Gilmar Mendes, Rodrigo Maia e Bolsonaro. Uma nova realidade que tolhe o direito de ir e vir dos abastados e poderosos, pois hoje a prisão é regra, não exceção para essa gente em "pé de guerra".

 

Nosso país saiu de um socialismo capenga para um perigoso estado de direito sem direitos. E no final dessa ópera bufa, fica a sociedade observando o “impávido colosso” regredir para a condição de republiqueta de bananas. Uma “terra brasilis” sem eira nem beira. Não se sabe ao certo onde verdade e mentira residem.

 

Eliabe Castor

PB Agora

 


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