Morreu na noite de ontem (26), aos 45 anos, vítima de um infarto, o jornalista Rafael Henzel. O profissional era um dos sobreviventes do acidente aéreo que vitimou profissionais de imprensa e boa parte do elenco da Chapecoense, em novembro de 2016. A notícia foi confirmada pela Rádio Oeste Capital de Chapecó, onde Henzel trabalhava.

 

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Henzel estava reunido com amigos para um jogo de futebol quando passou mal. Ele foi levado ao Hospital Regional do Oeste ainda com vida, mas não resistiu ao mal súbito. A confirmação da morte do narrador foi dada pelo jornalista Marcinho San, pela Rádio Oeste:

 

— Nosso colega Rafael Henzel veio a falecer na noite desta terça-feira. Ele jogava futebol com amigos e sofreu um infarto fulminante. Foi conduzido ao Hospital Regional de Chapecó, onde foi confirmado o falecimento do colega jornalista, narrador, Rafael Henzel — disse San.

 

Conhecido nacionalmente após o acidente com o avião da Chape na Colômbia, Henzel voltou a trabalhar normalmente com jornalismo após se recuperar dos ferimentos. Ele foi um dos quatro sobreviventes brasileiros da queda do avião da LaMia, junto dos jogadores Alan Ruschel, Neto e Follmann – dois tripulantes bolivianos também ficaram vivos. Foram 20 dias no hospital, 10 deles na UTI, até receber alta. Ele teve sete costelas fraturadas, pneumonia e também uma lesão no pé direito. O narrador chegou a participar da transmissão da Rede Globo no amistoso entre a Seleção Brasileira e a Colômbia, no Rio de Janeiro, em homenagem às vítimas da tragédia. Ele esteve ao lado de Galvão Bueno e narrou parte do jogo no Engenhão.

 

Nos dois anos e meio após o acidente, Henzel esteve envolvido em diversos projetos sobre a queda do voo. Na semana passada, ele esteve na Europa para participar de dois festivais de cinema, que apresentaram o documentário Nossa Chape. Além disso, também escreveu  Viva Como Se Estivesse de Partida, livro sobre a sua relação com a tragédia aérea, que deixou 71 mortos.

 

—  A mensagem (do livro) é acreditar. Considero que tudo o que aconteceu foi um milagre, mas eu não esperei um segundo milagre. Nunca pensei que ia morrer, mesmo acordando no meio do mato. Nunca pensei que iria morrer, não fiquei esperando. Fiz os exercícios que tinha que fazer, planejei voltar ao trabalho 40 dias depois do acidente e voltei. Enfrentei todos os medos, voltei a voar, fui ao estádio em que seria o jogo. Eu não fiquei esperando, não fiquei encostado no INSS. Busquei melhorar através do meu trabalho. A mensagem é acreditar na força que a gente tem. Às vezes, a gente está na zona de conforto e a força não aparece. Quero passar a mensagem de respeito às pessoas. Quando você está no hospital, é um pedaço de carne com um aparelho ligado. Todos têm a mesma importância. E há um conjunto de fatores positivos que te ajudam na recuperação

 

Redação com UOL

 


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