Por pbagora.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir esta semana com ministros para tomar medidas que evitem problemas nos orçamentos de prefeituras e Estados, após uma série de reduções de impostos promovida pelo governo federal que comprometeram os repasses.

Ele disse que durante a viagem para reuniões do G-20, terminada no final de semana, pediu para o presidente interino José Alencar se reunir com a ministra da Casa Chefe, Dilma Rousseff, e do Planejamento, Paulo Bernardo, para encontrar saídas que devem ser anunciadas em breve.

“Eu estava viajando e pedi para o Alencar fazer uma reunião com ministros, com a companheira Dilma, o companheiro Paulo Bernardo para a gente estudar uma saída para as prefeituras brasileiras e possivelmente para alguns Estados que estão mais no sufoco”, afirmou Lula em discurso na cidade de Montes Claros (MG) durante inauguração da terceira usina de biodiesel da Petrobras .

Lula afirmou também que outras medidas serão tomadas para estimular a economia brasileira, mas não deu detalhes. O presidente voltou a dizer que o Brasil vai sair antes de outros países da crise financeira global e que, segundo ele, o País já dá sinais de recuperação na economia.

“A indústria automobilística já se recuperou, a da construção civil está se recuperando rapidamente”, disse. “Vamos tentar criar as condições para isso (acabar a crise) sempre torcendo para que a economia dê os primeiros sinais de recuperação e sempre trabalhando com a idéia de que o segundo trimestre será melhor do que o primeiro e o terceiro melhor do que o segundo, e que vamos chegar no final do ano com a situação normalizada”, completou.

Ele justificou que para manter a roda da economia girando e garantir o consumo e o emprego o governo foi obrigado a tomar medidas de redução de alguns impostos, que por consequência diminuíram a receita das prefeituras.

“Se a prefeitura estiver mal e não puder fazer nenhuma obra a primeira coisa que vai acontecer é o corte de salários da prefeitura, a segunda vai ser piorar a educação e a terceira é que não vai ter obra”, explicou.

 

Terra

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