De janeiro a setembro foram registradas 698 denúncias de exploração sexual infantil nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e em João Pessoa. Os dados são da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e incluem a capital paraibana por ser considerada uma cidade-dormitório, devido à proximidade com Recife e Natal.

Salvador é a capital onde foram feitas mais denúncias, num total de 138. Porto Alegre está em quinto lugar (20). Brasília foi onde houve menos denúncias (4). Para combater essa prática, o Ministério do Turismo e o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB) criaram o Programa Turismo Sustentável e Infância (TSI), que promove oficinas em todas cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

“Isso não quer necessariamente dizer que ocorreu o crime, mas demonstra acima de tudo que todos estão sensíveis ao problema e não se intimidam, denunciam”, disse a coordenadora da oficina em Porto Alegre, Ariadne Bittencourt, à Agência Brasil. As denúncias podem ser feitas no Disque 100, que recebe atualmente uma média de 90 ocorrências diárias.

As ações do programa envolvem o setor público e privado, especialmente os profissionais e empresários do setor turístico. “A ideia é que eles promovam ações articuladas nesses destinos. No final de cada oficina, a cidade define as ações específicas de combate à exploração sexual infantil e se compromete a garantir os direitos da criança e do adolescente.

O público-alvo das oficinas da fase pré-Copa é formado principalmente por empresários do setor de turismo. “O Brasil, até mesmo ao contrário de outros países onde já foram realizados os jogos da Copa, está fazendo esse trabalho preventivo a quatro anos do evento”, ressaltou a coordenadora.

 

 

Agência Brasil

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