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43% dos brasileiros têm excesso de peso

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Uma pesquisa do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (7) mostra que 43,3% dos brasileiros estão com excesso de peso – e 13% do total estão obesos. Os dados são relativos a 2008.

Em comparação com 2006, o índice de obesidade aumentou 1,6pp. O crescimento foi registrado principalmente entre as mulheres, e Porto Alegre é a capital com mais obesos e gordos do país.

 

Do total, 47,3% dos homens estão com excesso de peso; 39,5% das mulheres têm o problema.

 

No entanto, houve queda no consumo de carne com gordura (de 39,2% em 2006 para 33,8% em 2008) e crescimento no total de frutas e hortaliças consumidas pelos brasileiros (de 23,9% para 31,5%).

 

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o aumento no consumo de verduras e o crescimento no número de obesos não é contraditório. “A pesquisa é um retrato. Nossa impressão é que um número muito grande de pessoas acima de peso ou obesas começaram a desenvolver práticas diferentes. Começaram a se exercitar mais nos períodos de folga e a ingerir mais frutas, legumes e verduras nos períodos de folga”, disse.

 

Os dados estão na edição 2008 do Sistema de Vigilância em Saúde (Vigitel). Foram feitas 54 mil entrevistas por telefone em todo o país e os números vão servir para balizar políticas na área.

 

Além desse dado, o ministério identificou que o consumo abusivo de álcool entre a população em geral aumentou de 16,1% para 19%. Novamente, o maior percentual de crescimento (mais de 20%) foi entre as mulheres jovens, entre 18 e 24 anos. Mesmo com o índice de em alta, os homens ainda bebem mais que as mulheres. O consumo de álcool é maior em Salvador.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há consumo abusivo quando a mulher bebe mais de quatro doses – e o homem, mais de cinco – em uma mesma ocasião nos últimos 30 dias, mesmo que tenha sido somente uma vez no mês.

Sedentarismo

A pesquisa mostra também que o sedentarismo entre a população diminuiu de 29,2% em 2006 para 26,3% em 2008. O ministério identificou que, quanto maior o nível de escolaridade, maior a inatividade –em ambos os sexos.

Uma das explicações é que trabalhadores com menor escolaridade têm ocupações mais braçais. De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo é maior em capitais do Nordeste. Natal, Recife e João Pessoa lideram o quesito.

 

Entre os idosos, o sedentarismo atinge 52,6% dos idosos (com mais de 65 anos).

O ministério também fez uma comparação entre o número de fumantes nos últimos 20 anos. O tabagismo entre a população caiu de 34,8% em 1989 para 15,2% em 2008. Em 2007, o índice foi de 16,4%. As capitais onde houve maiores reduções foram Maceió, Salvador e São Luiz.


G1

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