03 de Outubro de 2016
Sete condenados por improbidade são eleitos novamente

As eleições deste ano vão legar de volta para a prefeitura sete gestores condenados por improbidade administrativa, na Paraíba. A relação inclui os prefeitos e ex-prefeitos considerados culpados durante o mutirão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mais de 100 gestores foram considerados culpados na Meta 4 por crimes como fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito e, mesmo assim, ficaram livres para a disputa, por ainda não terem tido a condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Pelo menos 13 deles disputaram as eleições deste ano e sete saíram vitoriosos das urnas. A lista dos eleitos, apesar da condenação, inclui Dr. Bosco (PSDB), de Uiraúna. Ele chegou a ser afastado do cargo e ganhou o direito de voltar à antiga função. O outro prefeito que está no exercício do cargo e conseguiu a reeleição foi Ronaldo Ramos (PSC), de Gurjão.
Entre os ex-prefeitos condenados e que conquistaram o direito de voltar ao poder estão Nobinho (PSB), de Esperança; Adelson Gonçalves (PRB), de Areial; Zé João (PSD), de Caturité; Dr. Paulo (PSDB), de Gado Bravo, e Renato Mendes (DEM), de Alhandra.
O juiz Aluízio Bezerra Filho, coordenador da mutirão da improbidade administrativa, demonstrou preocupação com a situação. Ele lembrou que pode haver reflexos negativos para a administração pública nos próximos anos, já que se houver uma condenação em segunda instância o prefeito eleito pode ser preso e afastado do poder, caso a condenação seja na área criminal.
“Isso é a prova de que é preciso mudança na legislação. Não pode haver o mesmo tratamento entre crimes comuns e eleitorais. Até por que na segunda opção o dano é coletivo”, ressaltou Bezerra. Ele defende também que haja urgência na apreciação das denúncias contra políticos no primeiro e no segundo grau, porque, segundo ele, “a morosidade da Justiça é a porta para a impunidade”. A informação é do blog do Suetoni
Redação


