João Pessoa, 12 de Fevereiro de 2017

03 de Outubro de 2016

Sete condenados por improbidade são eleitos novamente

Sete condenados por improbidade são eleitos novamente

 As eleições deste ano vão legar de volta para a prefeitura sete gestores condenados por improbidade administrativa, na Paraíba. A relação inclui os prefeitos e ex-prefeitos considerados culpados durante o mutirão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mais de 100 gestores foram considerados culpados na Meta 4 por crimes como fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito e, mesmo assim, ficaram livres para a disputa, por ainda não terem tido a condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).


Pelo menos 13 deles disputaram as eleições deste ano e sete saíram vitoriosos das urnas. A lista dos eleitos, apesar da condenação, inclui Dr. Bosco (PSDB), de Uiraúna. Ele chegou a ser afastado do cargo e ganhou o direito de voltar à antiga função. O outro prefeito que está no exercício do cargo e conseguiu a reeleição foi Ronaldo Ramos (PSC), de Gurjão.


Entre os ex-prefeitos condenados e que conquistaram o direito de voltar ao poder estão Nobinho (PSB), de Esperança; Adelson Gonçalves (PRB), de Areial; Zé João (PSD), de Caturité; Dr. Paulo (PSDB), de Gado Bravo, e Renato Mendes (DEM), de Alhandra.


O juiz Aluízio Bezerra Filho, coordenador da mutirão da improbidade administrativa, demonstrou preocupação com a situação. Ele lembrou que pode haver reflexos negativos para a administração pública nos próximos anos, já que se houver uma condenação em segunda instância o prefeito eleito pode ser preso e afastado do poder, caso a condenação seja na área criminal.


“Isso é a prova de que é preciso mudança na legislação. Não pode haver o mesmo tratamento entre crimes comuns e eleitorais. Até por que na segunda opção o dano é coletivo”, ressaltou Bezerra. Ele defende também que haja urgência na apreciação das denúncias contra políticos no primeiro e no segundo grau, porque, segundo ele, “a morosidade da Justiça é a porta para a impunidade”. A informação é do blog do Suetoni



Redação





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