João Pessoa, 21 de Outubro de 2017

17 de Abril de 2017

Coreia alerta para risco de "guerra nuclear" com os EUA

Coreia alerta para risco de "guerra nuclear" com os EUA

 O embaixador da Coreia do Norte nas Nações Unidas (ONU), Kim In Ryong, alertou nesta segunda-feira (17) para o risco de uma "guerra nuclear" na península coreana, que vem presenciando uma escalada na tensão nas últimas semanas.

Segundo o diplomata, os Estados Unidos estão "perturbando a paz e a estabilidade globais, insistindo em uma lógica de gângster". Recentemente, Washington deslocou um porta-aviões e navios antimísseis para a região e prometeu agir unilateralmente caso Pyongyang continue realizando testes nucleares e balísticos.

As declarações do embaixador foram dadas poucas horas depois da visita do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, à zona desmilitarizada na fronteira entre a Coreia do Sul e a do Norte, parada que não estava prevista na agenda de sua viagem de 10 dias pela Ásia.

Pence foi à base militar norte-americana de Camp Bonifas, a apenas 4 km da zona desmilitarizada, e disse que a era da "paciência estratégica" com o regime de Kim Jong-un "terminou". O vice de Donald Trump afirmou que os Estados Unidos e seus aliados usarão "meios pacíficos ou, em última análise, qualquer meio necessário" para "estabilizar" a região.

O último teste balístico da Coreia do Norte ocorreu no domingo passado (16), mas o míssil explodiu pouco depois do lançamento. "Conduziremos outros testes balísticos com base semanal, mensal e anual", disse nesta segunda à rede britânica "BBC" o vice-ministro das Relações Exteriores de Pyongyang, Han Song-ryol.

Por sua vez, Trump, em breve comentário à "CNN", suavizou a retórica dos últimos dias e afirmou esperar que seja possível uma "solução pacífica" para as tensões na península coreana. Já a China, que no fim de semana havia alertado que EUA e Coreia do Norte estavam "a um passo da guerra", cobrou o fim das provocações.

O objetivo de Pequim é retomar o diálogo multilateral, que envolve também os vizinhos Rússia e Japão e está congelado desde dezembro de 2008. Tanto Moscou quanto Tóquio também pediram diálogo para reduzir as tensões.

Os recentes bombardeios norte-americanos na Síria e no Afeganistão aumentaram os temores na Ásia de que o país possa também golpear o regime de Kim Jong-un, que já prometeu "reagir" a eventuais "agressões" de Washington.

Terra.com.br



Enviar Comentário

O portal PB Agora esclarece aos internautas que o espaço democrático reservado aos comentários é uma extensão das redes sociais e, portanto, não sendo de responsabilidade deste veículo de comunicação. É válido salientar que qualquer exagero, paixão política e infrações à legislação são de responsabilidade de cada usuário, que possui sua própria conta na rede social para se manifestar, não tendo o PB Agora gerenciamento para aprovar, editar ou excluir qualquer comentário. Use o espaço com responsabilidade.