João Pessoa, 21 de Outubro de 2014

29 de Dezembro de 2013

Lucy Alves faz show para os paraibanos no Busto de Tamandaré, em João Pessoa

Lucy Alves faz show para os paraibanos no Busto de Tamandaré, em João Pessoa

 A cantora e multi-instrumentista Lucy Alves se reencontra com o público nesta sexta-feira (3), véspera da abertura do festival Extremo Cultural, às 22h, no palco montado no Busto de Tamandaré. Antes, às 20h, os forrozeiros de raiz d’Os Gonzagas farão o esquenta com um repertório baseado nos grandes nomes do gênero.


Os shows são uma promoção da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), com a proposta de prestigiar o talento de uma das artistas mais promissoras da nova geração.


Revelada aos 15 anos de idade, discípula declarada de Dominguinhos e cria da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, Lucyane alcançou projeção nacional com um talento vocal e um trunfo multi-instrumentista sem igual entre os concorrentes (sabe tocar nove instrumentos).


“Sempre acreditamos em Lucy. Ela esteve conosco no São João e no encerramento do I Festival Internacional de Música Clássica, no último dia 7. Como orgulho de nossa cidade, merece esta homenagem”, comenta o diretor-adjunto da Funjope, André Coelho.


A carreira da cantora sofreu uma guinada rumo ao estrelato: ela já é presença certa no Réveillon de São Paulo, comemorado na Avenida Paulista, e vai cantar ao lado de Alceu Valença, em cuja banda já tocou por turnês nacionais, no Carnaval de Recife.


O projeto mais elaborado, o DVD “Enluarada – Lucy canta Luiz Gonzaga”, contendo 18 interpretações do mestre Lua, tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2014.


A artista terá que conciliar o voo-solo com participações ao lado da sua banda originária, o Clã Brasil, formada pelo pai, empresário e violonista José Hilton, o Badu, a mãe e as duas irmãs.


O show


“Lucy vai trazer um pouco do universo de Luiz Gonzaga, uma das suas maiores influências musicais, cantando e tocando arranjos próprios. Vai ser um show contagiante e cheio de energia”, aposta Badu. Entram no repertório “Que nem jiló” (Luiz Gonzaga), “Gostoso demais”, “De volta pro meu aconchego” e “Isso aqui tá bom demais” (Dominguinhos), “Disparada” (Geraldo Vandré), “Segue o seco” (Marisa Monte) e “Festa do interior” (Gal Costa), além de um desfile de instrumentais.


Tocando desde os 4 anos de idade, bela e com marcante presença de palco, Lucy ascendeu chamando a atenção de grandes nomes da música em parcerias no palco e em estúdio. Já gravou e tocou ao lado de Dominguinhos, Marinês, Pinto do Acordeon, Sivuca, Quinteto Violado e Oswaldinho do Acordeon.


Fez parte da banda de Alceu Valença em shows pelo Brasil, participando de projetos como o “Pixinguinha” (com o grupo Chorisso), e do “Festival Internacional da Sanfona” com o Clã Brasil, grupo de meninas instrumentistas de forró de raiz que a projetou nacionalmente, com o qual tem seis álbuns e dois DVDs gravados.


Natural de João Pessoa, ela canta, compõe e toca sanfona, bandolim, escaleta e baixo nos seus shows. Ingressou no mundo da música pelo Projeto Formiguinhas e depois sendo violinista na Orquestra Infantil da Paraíba e da Camerata Izabel Burity. Participou como solista das Orquestras Sinfônicas da Paraíba e de Recife e da Orquestra de Câmara de João Pessoa.


Os Gonzagas procuram apresentar um variado mosaico de ritmos regionais, a exemplo do maracatu, coco e ciranda. São influenciados por nomes como Flávio José, Sivuca, Clã Brasil, Os Três do Nordeste, Pinto do Acordeon e Antônio Barros e Cecéu.


A inspiração para o nome possui raiz dupla. A primeira é uma alusão ao sobrenome dos integrantes (os irmãos Yuri e Luiz Gonzaga, respectivamente na sanfona e guitarra). Já o segundo é uma clara homenagem ao Rei do Baião, referência para todos eles. Nas apresentações, a banda une o tradicional pé de serra à música popular brasileira em animadas versões.


Além dos irmãos, Os Gonzagas tocam com um primo, Daniel Costa (percussão e voz), e quatro amigos, Felipe Alcântara (triângulo e voz), Hugo Leonardo (contrabaixo e voz), Carlos Henrique (sanfona) e Caio Bruno (bateria).

Redação com Assessoria

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