João Pessoa, 31 de Julho de 2014

17 de Agosto de 2013

Com Cássio, cenário político de 2014 reserva ‘fortes emoções’

Com Cássio, cenário político de 2014 reserva ‘fortes emoções’

 Com Cássio provavelmente elegível, cenário político de 2014 reserva ‘fortes emoções’

Tucano resiste às pressões para disputar o governo, mas sua elegibilidade reserva ‘fortes emoções’ para 2014

Todos os analistas políticos da Paraíba são unânimes na constatação de que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) vive o seu melhor momento na vida pública paraibana, desde que nela ingressou em 1986.

Maduro, conciliador, paciente e determinado a inserir a Paraíba num outro patamar em nível nacional, ainda vive a indefinição sobre o seu futuro político em 2014.

A propósito da sua quitação eleitoral, a maioria dos eleitoralistas do país já asseguram que o senador é absolutamente elegível, pois em várias decisões semelhantes o Tribunal Superior Eleitoral já abriu jurisprudência tornando aptos todos aqueles que foram condenados antes da criação da Lei Complementar 135 de 2010, a Lei Ficha Limpa, que ampliou de três para oito anos a perda dos direitos de todos os réus condenados em ações eleitorais. Quando cassado, Cássio perdeu seus direitos políticos por três anos a partir da data da 1ª cassação em 31 de julho de 2007 no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba no caso FAC. Cássio teve a condenação ratificada pelo TSE em 20 de novembro de 2008 e o afastamento definitivo com a rejeição dos últimos embargos em 17 de fevereiro de 2009.

Traduzindo para o leitor: no caso de Cássio, ele já cumpriu os três anos de sua cassação, decretada em 31 de julho de 2007. A lei que vigorava antes da Ficha Limpa reconheceu que Cássio já havia cumprido a sua penalidade, e, por isso, pode concorrer ao Senado em 2010. Como sabe qualquer jurista, "a lei não pode retroagir para prejudicar o réu". Ou seja, Cássio dificilmente teria alguma barreira jurídica caso concorresse ao Palácio da Redenção em 2014.

Assim sendo, o senador e presidenciável Aécio Neves, que é amigo pessoal do paraibano, já declarou a imprensa da Paraíba o seu desejo pessoal pela candidatura de Cunha Lima ao Governo da Paraíba em 2014, liderando um forte palanque tucano no estado.

Cássio, porém, tem reafirmado a sua predisposição de manter a aliança com o governador Ricardo Coutinho (PSB) desde que o PSDB tenha a sua vaga assegurada na chapa majoritária.

Com Cássio elegível, certamente o poder de negociação dos tucanos aumentará muito no momento da formação da formação das alianças e um fato terá que ser encarado: muitos querem Cássio de volta. Entre estes, estão prefeitos, deputados, vereadores, líderes de movimentos sociais e populares, além de decisivas bases eleitorais. Some-se isso a força de Campina Grande e todo o compartimento da Borborema, que nunca deixaram um Cunha Lima perder uma eleição em toda a história política da Paraíba.

Familiares do senador, no entanto, ainda estão divididos sobre o seu futuro. Uns creem que a hora é essa e o cavalo está selado para Cássio voltar ao Governo em 2014. Enquanto outros preferem que Cássio renove a aliança com o PSB e aguarde para a disputa de 2018.

Veja a seguir o que alguns políticos da Paraíba pensam sobre o assunto:

 

Ricardo Coutinho:



Obviamente é contra. Eleito com o apoio do tucano em 2010, o atual governador tem evitado se manifestar a respeito desse assunto por acreditar que a aliança com o PSDB será repetida em 2014. Também conta com a força do vice-governador Rômulo Gouveia, que pretende ser candidato ao Senado, dentre outros auxiliares “cassistas” no Governo que desestimulam a tese de rompimento.


Rômulo Gouveia:



Postulante ao Senado, o vice-governador também desestimula a postulação de Cássio ao governo, na medida em que o senador Cícero Lucena, seu maior concorrente, poderia ser beneficiado com essa tese. Atualmente, Rômulo tem uma relação de confiança mútua com o governador Ricardo Coutinho e ficaria numa situação extremamente difícil, caso seja emparedado e tenha de optar de forma excludente entre Cássio ou Ricardo. Muito embora, caso o rompimento aconteça, Rômulo tem um partido nas mãos e o poder de decidir como melhor lhe aprouver.



Veneziano Vital:



Sabe que a candidatura de Cássio mataria a sua na “boca da grota”, liquidando a sua principal base eleitoral, leia-se Campina Grande e o compartimento da Borborema. Também enxerga mais um agravante: a postulação cassista tomaria de assalto o ex-prefeito Luciano Agra, considerado “vice dos sonhos”. Por estas razões, o “cabeludo” é radicalmente contra a postulação de Cunha Lima e foge desse cenário como o diabo foge da cruz. Esse, talvez, seja seu único ponto de convergência com governador Ricardo Coutinho, ambos torcem e operam politicamente para Cássio não ser candidato.

 

Ricardo Marcelo:



Já defende veementemente nos bastidores a candidatura de Cássio Cunha Lima ao Governo, pois mantém uma relação mais próxima com o tucano do que com o ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo, de quem provavelmente o PEN indicará a vaga de vice na hipótese de Cássio não ser candidato. Sabe que a reeleição de Ricardo Coutinho praticamente anularia as suas chances de retornar à presidência do Legislativo em 2015. Embora não exponha publicamente, a preço de hoje, o candidato de Ricardo Marcelo a governador é Cássio Cunha Lima.


Ruy Carneiro:



É o maior artífice do pré-lançamento da candidatura de Cássio em 2014. Sonhando com a volta do seu partido ao Palácio da Redenção e desfrutando da intimidade de Cássio, Ruy tem espalhado por todos os quadrantes do estado que as pesquisas do PSDB apontam uma vitória tranquila do tucano ao Governo, caso venha a ser candidato. Tem motivos para fazê-lo: se Cássio não for candidato, Ruy, de quebra, pode emplacar o seu nome ao Senado na chapa de Ricardo Coutinho. Através da expectativa de poder cassista, poderá ser contemplado de uma forma ou de outra.


Luciano Agra:



Há muito tempo já “namora” politicamente com Cássio pensando ser seu vice em 2014. Também é um incentivador da candidatura do tucano, planejando formar a chapa tida como “imbatível” nos bastidores: Cássio e Agra. Além da simpatia do presidente da Assembléia, Ricardo Marcelo, essa chapa é extremamente incentivada pela ex-secretária de saúde, Roseana Meira, que também mantém ótimas relações com Cássio. 


Wilson Santiago:



Torce e “faz figa” para que Cássio e Ricardo rompam em 2014. Dessa forma, Santiago acredita que poderá compor a vaga de Senado na chapa do socialista. Em trincheira oposta ao tucano, enxerga na aliança do PSB com o PSDB um verdadeiro muro para que o PTB se aprochegue ao governador, haja vista não haver mais espaços na chapa majoritária. Mantida a aliança Cássio-Ricardo, Santiago deve aliar-se ao blocão (PT-PP-PSC), mas também não descarta uma composição com Veneziano.


Cícero Lucena:



Apesar de ser conjunturalmente mais fácil disputar sua reeleição sem a candidatura própria do PSDB, o senador Cícero Lucena, por razões eminentemente pessoais, sabe que não poderá compor chapa com Ricardo Coutinho. Por isso, já dá como certa a candidatura de Cássio para sua sobrevivência, ainda que ele próprio tenha que abrir mão da sua reeleição. Essa decisão também deve ser decisiva para sua permanência no PSDB até o prazo final das filiações, em 5 outubro. Para o ‘caboclinho’, a candidatura de Cássio é questão de vida ou morte (política). 


SUSPENSE


A sorte está lançada e o futuro de todos passa pela decisão de Cássio, que continua fazendo um suspense digno de Hitchcock.  

Lembrando os bons tempos do programa 'Você Decide', sucesso de audiência na década de 90, o PB Agora quer saber:

O que você faria no lugar de Cássio? 



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Ytalo Kubitschek

PB Agora  

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