João Pessoa, 28 de Setembro de 2016

30 de Abril de 2013

Açude Epitácio Pessoa ainda está abaixo da capacidade

Açude Epitácio Pessoa ainda está abaixo da capacidade

Chove em toda PB, mas açude Epitácio Pessoa em Boqueirão ainda está abaixo da capacidade

Nas últimas 72h a Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA), registrou chuvas em toda a Paraíba. Em João Pessoa por exemplo, choveu cerca de 110 mm entre a sexta-feira (26) e a manhã desta segunda-feira (29), quase metade dos 259 mm que foram registrados durante todo o mês de abril. Em vários municípios do Estado continua chovendo. Campina Grande por exemplo, na Serra da Borborema, amanheceu chovendo nesta terça-feira.

 Só que por enquanto, a chuva que cai na Paraíba ainda não tem levado água para o açude Epitácio Pessoa em Boqueirão. Os dois rios que desaguam no manancial, o rio Taperoá e o rio Paraíba, continuam seco. Boqueirão, segundo último levantamento do Dnocs, amanheceu hoje com 213,416,710 milhões de metros cúbicos, o que representa 51,8% de sua capacidade que é de 411,686,287 milhões de metros cúbicos. A perspectiva é que nos próximos dias, caso a chuva continue, o açude ganhe um novo aporte hídrico, evitando assim, o risco de colapso no sistema de abastecimento. 

Construído há mais de 50 anos pelo Dnocs para matar a sede das populações de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema, o açude Epitácio Pessoa em Boqueirão, poderá ganhar um novo aporte hídrico nas próximas horas. De acordo com o engenheiro da AESA Isnaldo Cândido Boqueirão está perdendo 1,5 centímetros de água por dia, sendo que em dias quentes, chega a perder até 2 centímetros. O manancial é a principal fonte de abastecimento de 1 milhão de paraibanos, e o risco de colapso no sistema de abastecimento já preocupa.

O reservatório construído pelo Dnocs possui capacidade de 411 milhões de metros cúbicos de água, estando atualmente com menos de 51% de seu volume, segundo a AESA. Desde que entrou em funcionamento, em 1956, até os dias atuais, o Açude de Boqueirão perdeu 23,2% da sua capacidade de acúmulo de água.

Conforme informações repassadas pelo engenheiro chefe do serviço técnico do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), Francisco Mariano da Silva, o Açude de Boqueirão foi projetado para acumular 536 milhões de metros cúbicos de água, mas, atualmente, o volume máximo chega a 411.686.287 metros cúbicos, uma diferença de 124.313.713 metros cúbicos de água, quantidade suficiente para abastecer uma cidade com 200 mil habitantes durante um ano.

PBAgora



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