18 de Agosto de 2012
Governo faz propostas a 10 categorias e baixa o tom das reivindicações
O governo ofereceu reajustes de 15,8% fatiados em três anos para dez categorias em 25 órgãos desde a última quinta-feira, informou nesta sexta-feira o Ministério do Planejamento. A ofensiva do governo parece ter baixado o tom das reivindicações dos grevistas. O coordenador-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton da Costa, disse que o governo “apontou o caminho” para uma solução. A Condsef representa 80% dos servidores em 18 órgãos. E o diretor da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social, Helio de Jesus, declarou que o “governo se mostrou sensível” às demandas da categoria.
As dez categorias que já tiveram proposta do governo foram servidores das agências nacionais de regulação; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Imprensa Nacional; médicos peritos da Previdência; Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); além de delegados e agentes da Polícia Federal. A última delas foi o chamado "carreirão", que forma a base do serviço público federal, representado pela Condsef e espalhado por 18 órgãos.
O secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, disse que a “semana foi positiva”, embora tenha havido forte mobilização e vários protestos pelo país. Até o fim da próxima semana, disse ele, as negociações "estarão encerradas". Algumas reuniões serão realizadas neste sábado.
Mendonça fez estimativas sobre impacto global no orçamento nem informou o teto do que pode ser gasto nos orçamentos dos três próximos anos com reajustes para servidores.
Até o momento R$ 7,1 bilhões já estão reservados até 2015 aos docentes e técnicos-administrativos de universidades e institutos federais de ensino técnico. A greve começou em 16 de maio nas universidades. Um mês depois, a Condsef também recomendou aos seus filiados cruzar os braços.
Até o momento cinco universidades já encerraram a paralisação – universidades federais de Santa Catarina (UFSC), São Carlos (UFSCar), Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasília (UnB) e o campus da Federal de São Paulo (Unifesp).
Valor Econômico
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