João Pessoa, 19 de Junho de 2013

30 de Julho de 2012

Calote das empresas sobe e atinge a maior marca desde 2009

Calote das empresas sobe e atinge a maior marca desde 2009

A inadimplência das empresas recuou 5,7% em junho ante maio deste ano, mas a alta no acumulado do primeiro semestre é a maior para o período desde 2009. Comparando os primeiros seis meses de 2012 com igual período de 2011, o indicador de inadimplência de pessoas jurídicas aumentou 16,5%. No acumulado do semestre em 2009, a alta registrada havia sido de 35,8%. Na comparação de junho de 2012 com igual mês de 2011, a alta foi de 11,4%. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pela Serasa Experian.

De acordo com avaliação da empresa, grande parte dos negócios de médio e pequeno portes trabalha com varejo e setor de serviços e depende do comportamento dos consumidores. Assim, uma melhora no índice de inadimplência do consumidor pode ter consequência rápida no indicador das empresas, o que explicaria o recuo na comparação mensal. Além disso, a Serasa Experian ressalta que a base de comparação de maio era bastante elevada (com alta de 9,4%) e junho teve menor quantidade de dias úteis.

Entre as razões apontadas para o resultado do semestre, estão a baixa atividade econômica registrada no ano, as taxas de inadimplência do consumidor e de empresas clientes, a dificuldade para exportar e a maior seletividade na concessão de linhas de crédito. Os economistas da empresa avaliam que o cenário deve melhorar gradualmente, com a expectativa de recuperação da atividade nacional a partir do último trimestre deste ano.

No primeiro semestre do ano, a inadimplência nas dívidas bancárias cresceu 23,9% ante igual período do ano passado. Na sequência, os protestos aumentaram 19%, seguidos por dívidas não bancárias (18,9%) e cheques devolvidos por falta de fundos (3,7%). As dívidas não bancárias contribuíram, sozinhas, com 6,1 pontos porcentuais para o aumento do indicador geral das empresas.

O valor médio das dívidas não bancárias no primeiro semestre do ano aumentou 4,3% ante igual período de 2011. Entre as dívidas não bancárias, são considerados os pagamentos a fornecedores, cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços. As dívidas com banco tiveram valor médio de R$ 5.293,25, aumento de 5,5% na comparação com igual período de 2011.

A alta no valor médio dos títulos protestados foi a maior entre os vários tipos de dívida e chegou a 10,9% no primeiro semestre deste ano, com média de R$ 1.932,23. Cheques sem fundos tiveram aumento de 6,7% no valor médio ante o mesmo período de 2011, chegando a R$ 2.203,03.


Estadão

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