João Pessoa, 22 de Novembro de 2014

04 de Maio de 2012

A Beira do caminho confirma favoritismo e vence o Cine PE

 A Beira do caminho confirma favoritismo e vence o Cine PE

As canções de Roberto Carlos deixaram as raves de "Paraísos Artificiais" pelo caminho... A 16ª edição do Cine PE Festival do Audiovisual terminou nesta quarta-feira (2) confirmando o favoritismo de filme de Breno Silveira, “A Beira do caminho” - baseado nas letras do Rei. Foram cinco troféus Calunga (relação completa abaixo),incluindo melhor filme e melhor ator – para João Miguel. “Não faço música para o público, mas pensando no público. Dedico este prêmio à Renata, porque é um filme de amor”, disse Breno, lembrando da mulher, falecida há um ano. Suas duas filhas, Olivia e Valentina, estavam presentes. E, assim como o pai, bastante emocionadas.

“Boca”, de Flávio Frederico”, e “Paraísos Artificiais”, de Marcos Prado, ganharam cada um quatro Calungas. O Prêmio Especial do Júri Oficial foi para Jorge Mautner, por “Jorge Mautner - O Filho do Holocausto”, de Pedro Bial e Heitor D´Alincourt. “Estradeiros”, de Sérgio Oliveira e Renata Pinheiro, recebeu o prêmio da crítica.

A surpresa maior ficou na categoria trilha sonora, tendo “Boca” como vencedor, ao desbancar as canções de Roberto Carlos de “À beira do caminho” e até Jorge Mautner em documentário homônimo assinado por Pedro Bial.

Antes da cerimônia de premiação, o festival apresentou dois filmes fora de competição. Primeiro, o curta-metragem “MPB: A História que o Brasil Não Conhece”, dirigido por André Moraes, que arrancou muitos aplausos em quinze minutos de exibição. Em seguida, o longa-metragem inédito “Sons da Esperança”, documentário dirigido por Zelito Viana, sobre a preparação do concerto de comemoração do aniversário da Orquestra Criança Cidadã do Coque, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, em Recife.

Mais de 70 crianças da comunidade do Coque, que fazem parte da orquestra, foram ao Teatro dos Guararapes para assistir ao filme.

Realizado entre os dias 26 de abril e 2 de maio, o festival levou mais de 25 mil pessoas ao cinema do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, que tem 2,4 mil lugares.  


Confira todos os vencedores da edição 2012:

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: “À Beira do Caminho”, de Breno Silveira

Direção: Flávio Frederico (Boca)

Ator: João Miguel (À Beira do Caminho)

Atriz: Hermila Guedes (Boca)

Atriz Coadjuvante: Divana Brandão (Paraísos Artificiais)

Ator Coadjuvante: Vinícius Nascimento (À Beira do Caminho)

Roteiro: Patrícia Andrade (À Beira do Caminho)

Fotografia: Lula Carvalho (Paraísos Artificiais)

Montagem: Quito Ribeiro (Paraísos Artificiais)

Trilha Sonora: BiD (Boca)

Direção de Arte: Alberto Grimaldi (Boca)

Edição de Som: Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima, Armando Torres Jr. (Paraísos Artificiais)

Prêmio Especial do Júri Oficial: ao compositor e músico Jorge Mautner (“Jorge Mautner - O Filho do Holocausto”, de Pedro Bial e Heitor D´Alincourt)

Melhor Filme do Júri Popular: “À Beira do Caminho”

Prêmio da Crítica - “Estradeiros”, de Sérgio Oliveira e Renata Pinheiro

Troféu Gilberto Freyre (honraria especial destinada à produção de longa-metragem que melhor expresse a valorização da identidade nacional): “À Beira do Caminho”.


MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: “Até a Vista”, de Jorge Furtado

Direção: Thais Fujinaga (L)

Roteiro: Jorge Furtado (Até a Vista)

Fotografia: André Luiz de Luiz (L)

Montagem: Bruno Bini (Depois da Queda)

Edição de Som: Pablo Lamar (Dia Estrelado)

Trilha Sonora: Everton Rodrigues (Até a Vista)

Direção de Arte: Amanda Ferreira (L)

Ator: Felipe de Paula (Até a Vista)

Atriz: Sofia Ferreira (L)

Melhor Filme do Júri Popular: “Depois da Queda”, de Bruno Bini

Prêmio da Crítica: “Isso Não é o Fim”, de João Gabriel

Prêmio Especial do Júri Oficial: “A Fábrica”, de Aly Muritiba

Prêmio Aquisição do Canal Brasil (no valor de R$ 15 mil para o melhor curta-metragem escolhido por júri composto por jornalistas e críticos de cinema): “Di Melo – O Imorrível”, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro

IG

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