João Pessoa, 24 de Abril de 2017

01 de Abril de 2012

O dia da mentira não existe mais?

O dia da mentira não existe mais?

 Como surgiu? Todo dia 1º de abril é a mesma coisa. Caímos em "pegadinhas" e ouvimos piadas de amigos e parentes aqui e ali. É tradição do Dia da Mentira (ou Dia dos Bobos) contar histórias que não tenham um fundo de verdade para as pessoas e pregar peças em quem estiver por perto. Mas como isso começou?

Dentre tantas explicações, a mais conhecida é a de que o Dia da Mentira surgiu na França, no século 16, quando o Ano-Novo era comemorado no dia 25 de março e as festas duravam uma semana, só terminando no dia 1º de abril.

Em 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, que passava o dia de Ano-Novo para 1º de janeiro. Muitos franceses resistiram à nova tradição e ainda comemoravam a data conforme o calendário antigo. Gozadores da época então passaram a ridicularizar estas pessoas, consideradas bobas por seguirem algo que não era verdade, enviando presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.

Como veio para o Brasil? Em 1º de abril de 1848, foi lançado em Pernambuco um periódico chamado "A Mentira", que noticiava o falecimento de Dom Pedro já em sua primeira edição. O artigo foi desmentido no dia seguinte.

O jornal teve sua última publicação no dia 14 de setembro de 1849, na qual convocou todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

É uma tradição mundial? Sim. Países do mundo inteiro adotaram o 1º de abril como o Dia da Mentira. Na Itália e na França, as pessoas que caem nas peças pregadas nesta data são chamadas de Peixes de Abril, ou Pesce d'Aprile e Poisson d'Avril, respectivamente. Em países de língua inglesa, como Inglaterra e Estados Unidos, o Dia da Mentira costuma ser chamado de April Fool's Day (Dia dos Tolos de Abril).

Sabe-se, porém, que algumas pessoas do oriente desconhecem esse costume ocidental do Dia da Mentira, o que as torna mais vulneráveis às histórias falsas que são contadas na internet.

Superstições Muitos são aqueles que acreditam nas superstições sobre o Dia da Mentira ou Dia dos Bobos, mas isto não é universalmente aceito. Dizem, por exemplo, que as mentiras só devem ser contadas até a meia-noite do dia 1º de abril. Caso contrário, o "mentiroso" terá má sorte por um bom tempo. Alguém que não aceita as brincadeiras nesta data ou as leva a sério também deve sofrer com o azar.

Algumas pessoas acreditam que o 1º de abril não é um bom dia para marcar casamentos, formaturas, eventos importantes e datas especiais. Algo pode dar errado, ou, quem sabe, as pessoas podem achar que é uma mentirinha contada aos bobos. Dizem, ainda, que aquele que for enganado por uma mulher bonita será recompensado com o matrimônio ou, pelo menos, uma bela amizade dela.

Peças mais famosas Desde a França do século 16 até a internet dos dias de hoje, as pegadinhas são populares na rotina das pessoas no 1º de abril. Nem mesmo a mídia deixa barato e entra na brincadeira. Uma das peças mais antigas foi a do jornal The Boston Post, que há mais de um século e meio publicou que trabalhadores acharam um tesouro perdido de piratas enquanto tentavam extrair a raiz de uma árvore e que qualquer pessoa com uma picareta conseguiria ter acesso às preciosidades. Não demorou muito para o local estar cheio de moradores da cidade procurando pelo tesouro. No dia seguinte, o jornal saiu com a manchete: Bobos de Abril.

Em 1957, o canal de televisão BBC, do Reino Unido, divulgou em seu programa mais conhecido na época, o Panorama, uma matéria sobre árvores de macarrão na Suíça. As imagens mostravam camponeses colhendo o "fruto" para convencer ainda mais os telespectadores de que aquilo era verdade. Para alimentar ainda mais a mentira, os produtores aconselhavam as pessoas a plantarem o macarrão em uma lata com molho de tomate.

Outra pegadinha famosa é a do jornal britânico The Guardian, que em 1977 publicou um caderno especial de sete páginas sobre a República de San Serriffe, um arquipélago no Oceano Índico que se movimentava pelos mares. Segundo o material, a ilha teria surgido próxima ao Brasil, no Atlântico, e já havia chegado ao Índico.

A revista Veja também foi vítima de pegadinha da imprensa internacional. Em 1993, o veículo publicou a descoberta do "boimate", uma verdadeira revolução científica, que havia sido publicada primeiramente pela revista britânica New Science. Pesquisadores de Hamburgo, na Alemanha, teriam fundido pela primeira vez células de boi com células de tomate, criando uma nova espécie de animal-vegetal.


Terra



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