João Pessoa, 29 de Novembro de 2014

24 de Abril de 2011

Médicos rejeitam salários de até R$ 11 mil no interior

Médicos rejeitam salários de até R$ 11 mil no interior

Médicos rejeitam salários de até R$ 11 mil no interior

Prefeituras oferecem salários de até R$ 11 mil e encontram dificuldades para contratarem profissionais habilitados

Quem não gostaria de receber mensalmente um salário de R$ 11mil na conta bancária, e com isso assegurar uma renda anual de R$ 132 mil? Prêmio lotérico? Não dessa vez. Oportunidades iguais a esta são voltadas para um público restrito e surgem nos postos do Programa de Saúde da Família de municípios do interior do estado. Mas, para surpresa dos muitos assalariados brasileiros, permanecem sem ser preenchidas. As vagas dos sonhados contracheques são direcionadas exclusivamente a médicos dispostos a atuar em cidades como Santana dos Garrotes, Sumé, Cuité e Monteiro, entre tantas outras do interior paraibano que sofrem com a falta de profissionais.

"Precisa-se de médicos", é o que dizem os gestores dessas regiões. Há quatro meses, o município de Santana dos Garrotes tenta contratar um médico oferecendo um salário no valor de R$ 11 mil. Mas, até o momento nenhum candidato agarrou a oportunidade. "Está muito difícil encontrar um profissional para trabalhar aqui. Ano passado realizamos concurso para três médicos, mas um deles não assumiu o cargo e o posto na zona rural continua sem médico", afirmou Antônio Marcos Martires, secretário de Saúde do município.

De acordo com ele, muitos profissionais já entraram em contato com a prefeitura, mas exigem alojamentos e o pagamento de outras despesas. "Como realizamos concurso, não podemos oferecer ao médico contratado vantagens que os outros não receberam. Além disso, a cidade fica distante dos grandes centros, e eles perdem o interesse", comentou.

Até o começo de abril, a prefeitura de Carrapateira, no Sertão do estado, oferecia R$ 15 mil para médicos interessados em atuar na cidade. Em Camalaú, município do Cariri, uma vaga para médico levou mais de dois meses para ser preenchida e o salário oferecido era R$ 10 mil.

De acordo com Wilson Ricardo de Azevedo, secretário de Saúde de Camalaú, as dificuldades para preencher as vagas já são um problema recorrente. "É difícil contratar médicos no interior para trabalhar 40 horas semanais, principalmente quando o PSF fica na zona rural. A vaga ofertada em Camalaú era para um posto a 11km do centro da cidade. Muitos ligaram, mas ninguém quis ocupar o cargo. Só há duas semanas conseguimos contratar. Os médicos exigem algumas vantagens ", relatou.

Vantagens

O secretário de Saúde de Camalaú, Wilson Ricardo, explica que para conseguir contratar, a prefeitura precisou oferecer, além do salário de R$ 10 mil, vantagens como estadia completa, incluindo alimentação, moradia e transporte até as cidades mais próximas.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina (CRM), as vagas no interior são preenchidas prioritariamente por médicos em início de carreira, já que os profissionais mais experientes não se interessam por esse tipo de emprego por causa das difíceis condições de trabalho.

Há vagas

Santana dos Garrotes

Salário oferecido R$11.000 Através de contrato

Sumé

Salário oferecido R$ 8.400 Através de contrato

Cuité

Salário oferecido R$ 8.700 (plantonista R$1.200 + produtividade) (PSF - R$7.500)

Monteiro

Salário oferecido R$ 6.000 Através de concurso




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