João Pessoa, 10 de Setembro de 2010

07 de Fevereiro de 2010

Europa tenta acalmar G7 sobre crise na Grécia

Europa tenta acalmar G7 sobre crise na Grécia

As principais autoridades financeiras da Europa tentaram neste sábado (6) diminuir a ansiedade em torno da profunda crise fiscal da Grécia, que abalou o mercado financeiro e levantou questões sobre o futuro da moeda comum europeia.

Após uma reunião de dois dias entre ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G7, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse confiar que a Grécia poderá cumprir o aperto orçamentário prometido. "Esperamos, e estamos confiantes, que o governo grego vai tomar todas as decisões que permitam atingir essa meta", afirmou Trichet, em comunicado.


Jean-Claude Juncker, líder do Eurogroup - que reúne autoridades financeiras dos 16 países da zona do euro - também tentou mostrar ao G7 e ao mercado financeiro que a crise grega está sob controle. "Nós, representantes da zona do euro, deixamos claro que a situação na Grécia é séria, e que o problema será resolvido."


A repórteres, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse ao lado do ministro das Finanças do Canadá, Jim Flaherty, que o G7 manteve o compromisso de reforçar e fortalecer a recuperação econômica. Mas, após a turbulência dos mercados na semana passada, a crise europeia subiu rapidamente para o topo da agenda.



Dívidas

Países da zona do euro, como Grécia, Espanha e Portugal, estão sob crescente pressão para provar que deixarão as contas públicas sob controle em meio a temores dos mercados financeiros com a possibilidade de a situação de um país se espalhar para outros.


As bolsas mundiais caíram ao nível mais baixo em três meses na sexta-feira com a intensificação das preocupações sobre uma potencial ajuda e uma desestabilização da zona do euro. A moeda caiu ao seu menor valor desde maio em relação ao dólar.

Dominique Strauss-Kahn, do FMI, que participa da reunião do G7 no norte do Canadá, declarou na semana passada que a sua instituição, caso chamada, está pronta para ajudar a Grécia. Juncker, no entanto, disse que a ajuda do FMI não será necessária. "Falamos aos nossos parceiros que temos de resolver o problema sozinhos, sem a ajuda do FMI," disse.


A Grécia enfrenta um déficit orçamentário de 13% do PIB e deve anunciar na semana que vem como pretende aumentar impostos e controlar gastos.


A capacidade do G7 de gerir a economia global tem diminuído com o crescimento da China e dos grandes países em desenvolvimento. O grupo discute o seu papel futuro num mundo em que o G20 começa a ser visto como um fórum mais importante.

G1

 

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