João Pessoa, 29 de Julho de 2014

07 de Maio de 2012

SEG

07.05

Permanecer em Cristo

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 Permanecer em Cristo…

No Evangelho (Jo 15,1-8), Jesus afirma:“Eu sou a videira verdadeira”. Essas palavras, numa ceia de despedida, representam o seu “Testamento”. Israel era considerado uma vinha planta pelo próprio Deus, mas que não produziu os frutos esperados.

Jesus se apresenta como a “videira verdadeira”, capaz de produzir frutos que Israel não produziu.Jesus é o tronco e nós somos os ramos! O ramo que não der frutos é cortado e lançado ao fogo. O ramo que dá frutos é podado para que dê mais frutos. Jesus convida os apóstolos a permanecerem n’Ele:” permanecei em Mim, como Eu em vós”. Como o tronco da videira transmite a vida aos ramos e os ramos são vivificados quando permanecem ligados ao tronco, assim se dá com Cristo e os cristãos. Os ramos assim ligados ao tronco é que produzem fruto. Para produzir frutos, os ramos precisam de seiva da videira e da poda.Precisa da seiva da videira, que é Cristo, pois “sem Mim nada podeis fazer”. O texto fala oito vezes em “permanecer em Cristo” e sete vezes em “dar frutos”. Se não permanecermos unidos a Cristo, recebendo essa seiva, nos tornaremos ramos secos e estéreis, que serão cortados e lançados ao fogo.Os nossos trabalhos pastorais não serão eficazes se não houver a seiva dessa videira e o contato com Jesus, através da Oração.

Só unidos ao tronco podem viver e frutificar os ramos; do mesmo modo, só permanecendo unido a Cristo pode o cristão viver na graça e no amor e produzir frutos de santidade. Isto manifesta a impossibilidade do homem em tudo o que se relaciona com a vida sobrenatural e a necessidade da sua total dependência de Cristo; mas manifesta também a vontade positiva de Cristo de fazer com que o homem viva a Sua própria vida.Quem não está unido a Cristo por meio da graça terá, o mesmo destino que as varas secas: o fogo. Diz Santo Agostinho:”os ramos da videira são do mais desprezível se não estão unidos ao tronco; e do mais nobre se o estão(…) Se se cortam não servem de nada nem para o vinhateiro nem para o carpinteiro. Para os ramos há duas opções: ou a videira ou o fogo:para não irem para o fogo, que estejam unidos à videira”.

Estejamos atentos! O Senhor nos faz um apelo:”produzir frutos…”.Porém impõe uma condição: “permanecer unido a Ele”. Para isso precisa: gastar tempo com Ele! Nenhum trabalho, mesmo pastoral, justifica o abandono do encontro pessoal com Cristo, na Oração. Jesus nos adverte:”sem mim nada podeis fazer”

.Devemos antes falar com Deus… para depois falar de Deus…Alimentar a nossa espiritualidade com esta “seiva divina”, que é a graça de Deus, na escuta da Palavra, na pratica sacramental… Dizia o Beato Papa João Paulo II:”A oração é para mim a primeira tarefa, como o primeiro anúncio; é a primeira condição de meu serviço à igreja e ao mundo”.São Francisco de Assis ensinava que “do homem que não reza não se pode esperar nenhum bom fruto”.“A senda que conduz à santidade é a senda da oração; e a oração deve vingar, pouco a pouco, como a pequena semente que se converterá mais tarde em árvore frondosa”.(São Josemaría Escrivá)

.O senhor nos adverte:”se não permanecerdes em mim, não podeis dar frutos”. Tornar-se-à “um galho seco” que será cortado e jogado ao fogo… Isso acontece com aqueles que se separam de Cristo. “A vida de união com Cristo transcende necessariamente o âmbito individual do cristão para se projetar em benefícios dos outros: daí brota a fecundidade apostólica, já que o apostolado, seja ele de que tipo for, consiste numa superabundância da vida interior”(Amigos de Deus,239).Intensifiquemos a nossa vida de oração, pois sem uma profunda relação de amor com Jesus seremos um sal que não dá sabor, uma comunidade cristã estéril, sem alegria e sem vida.“Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós”(Jo 15,4).




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